A Rota do Açaí: os caminhos do açaí brasileiro até os maiores importadores da fruta, os Estados Unidos.

/ Por marketing

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Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o estado do Pará é o maior produtor brasileiro de açaí, possuindo, porém, somente sete empresas que fazem a comercialização da fruta fora dos territórios brasileiros.

Chegando a quase todos os continentes chega ao superávit de aproximadamente US$  17 milhões, segundo dados do Centro Internacional de Negócios (CIN) e da Federação das Indústrias do Estado (FIEPA).

Principal destino: Estados Unidos.

Os estados norte-americanos são os líderes das importações e são responsáveis por quase 40% do total que sai do Brasil. Seguidos por Japão e Austrália que movimentam na casa dos seis dígitos e também o mercado europeu com Alemanha, França, Bélgica, Holanda e Portugal.

Rogério Dias, um dos empresários paraenses que já atende o mercado americano, explica que 20% do total que ele produz na região metropolitana de Belém (RMB) segue para os Estados Unidos, o que representa algo em torno de R$ 7 milhões ao ano. “Apesar desse valor parecer alto, temos capacidade para exportar muito mais. A gente vem lutando para conseguir mercados melhores, rompendo as divisas do país e valorizando o produto”, complementa.

Alavanque as exportações e diminua os riscos:

Segundo a FIEPA, ganhar novos mercados em solo americano tem uma série de cuidados com as regulamentações normativas que estão inseridas e fiscalizadas pelo órgão de controle federal FDA. Os alimentos que entram em território americano devem obedecer a todos os requisitos, desde a especificação dos componentes, até uma rotulagem adequada para poderem ser comercializados. Evitando assim problemas fiscais durante o processo de exportação.  

Outro ponto importante são os acordos firmados entre o exportador brasileiro e o empresariado estrangeiro. De acordo com Antônio Bernardes, advogado mestre em direito internacional pela Universidade da Califórnia e com aperfeiçoamento em Harvard, “é necessário que sejam adotadas práticas de negociação internacional para garantir a lucratividade da parceria e proteção de ambos os mercados”. Para ele, “existe a necessidade de mudança cultural para internacionalizar a economia e que transcenda a simples exportação do fruto”.

Ainda segundo Bernardes, uma das saídas quando se pensa em aumentar a exportação do açaí é trabalhar com seus produtos derivados desde a concepção no Brasil. Atualmente, o fruto chega ao país estrangeiro e, lá, ele se transforma em sucos, vitaminas, entre outros alimentos. E é fato. Há pelo menos dez anos, o jornal The New York Times noticiava que as vendas da fruta como ingrediente principal ultrapassavam os US$ 100 milhões.

"Todo americano conhece o que é açaí aqui nos Estados Unidos. Só que o pessoal de academia gosta muito por ser rico em ferro, energia, e, em muitos lugares, o açaí também é usado como suplemento alimentar. Em redes de supermercados que vendem coisas saudáveis você encontra vários derivados do açaí. A fruta é vendida como antioxidante e nas embalagens é natural você achar benefícios que nem eu tinha conhecimento quando morava no Pará", brinca.

Em Orlando, cidade para onde se mudou em novembro do ano passado, o açaí também é muito popular em cafés e lanchonete, exceto nas redes de franquias de alimentação rápida. "Eles vendem açaí com acompanhamentos. São os chamados bowls, que nada mais é que o açaí servido em uma tigela com mel, granola e frutas, semelhante ao que já acontece em várias regiões do Brasil. O açaí também é servido com leite condensado aqui", finaliza.

Através do Portal B2Brazil é possível começar exportar e alavancar as exportações de açaí.

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Fonte: G1

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