A importância do milho no mercado brasileiro

/ Por marketing

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O milho é a segunda maior cultura na produção agrícola no Brasil, o grão é superado apenas pela soja que lidera a produção no país.

O Brasil é o segundo maior exportador mundial de milho, seguindo de perto o líder, Estados Unidos. O produto brasileiro é reconhecido pela qualidade e por conseguir suprir vários países no período de entressafra norte-americano, alguns países que importam os maiores volumes de milho do Brasil são Vietnã, Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Irá, Egito e Malásia. 

 

VERSATILIDADE

O milho teve papel fundamental para a subsistência humana e com o passar dos anos e o avanço da tecnologia, tornou-se também um insumo tão importante quanto versátil, pois sua utilização vai desde a alimentação animal até a produção de etanol. 

A alimentação animal é responsável pela maior porcentagem de consumo do cereal. Já o uso do grão na alimentação humana é caracterizado pelos derivados e constitui um fator importante em regiões com baixa renda. 

Segundo a CONAB, em 1978 a produção de milho era de cerca de 15 milhões de toneladas/ano enquanto a produção de aves e suínos era de cerca de 1 milhão de toneladas. Já em 2018 a produção de milho alcançava o volume de 92 milhões de toneladas enquanto a produção de aves chegou a 16 milhões de toneladas e a de suínos 12 milhões de toneladas. Assim, foi registrada a relação de crescimento da produção de aves e suínos em função do milho ser o principal insumo para a produção de ração para esses animais.

Com isso, a importância do milho dá-se também em fatores econômicos e sociais.

 

DESAFIOS PARA O PRODUTOR

No Brasil, o milho apresenta duas principais safras, a de verão e a safrinha. 

Os produtores enfrentam desafios para a produção do milho tendo que lidar com condições climáticas adversas que atrapalharam a janela de plantio dos agricultores. Com isso, muitos plantaram com condições não ideais e outros adiaram o plantio colocando em rico a produtividade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu levantamento para 2021 estima uma queda de 1,5% da produção quando comparada a safra de 2020.

Esse cenário mais a alta demanda do cereal no mercado externo corroboraram para a elevação do preço do milho, caso ainda haja uma quebra da segunda safra esses preços podem subir ainda mais. Para o produtor rural essa elevação de preços é paradoxal já que por um lado há uma compensação financeira mesmo com a menor produção, contudo, uma oferta menor é prejudicial para a cadeia agrícola nacional que depende do milho para abastecer outros setores.

 

PREÇOS E COTAÇÕES

A cotação do milho, em abril, chegou a valores superiores a R$100,00 a saca. 

Segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), o preço do milho apresentou um aumento de 115% no último ano. No mesmo período, o preço do frango subiu 14,4% segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE.

Um dos estados brasileiros mais prejudicados pela alta é o Paraná que é líder de produção e exportação, mas pode ter seu setor de avicultura afetado já que será necessário arcar com despesas extras o que pode corroborar para a redução de abates, suspensão de produção e até o fechamento de empresas. Por isso, o setor faz reivindicações ao governo como autorização excepcional para a importação de milho transgênico dos Estados Unidos para a produção de ração, suspensão temporária do PIS e COFINS para a importação de grãos e sobre o frete nos transportes entre estados, além da criação de um programa de incentivo ao plantio de milho e criação de novas linhas de créditos para produtores que destinam sua produção para o mercado interno. 

Além disso, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os valores da saca de milho registram comportamentos diferentes entre os estados. Assim, foram registradas baixas nos preços do Paraná e do Mato Grosso do Sul devido à melhora do clima nos últimos dias, mas as cotações em São Paulo permanecem elevadas.

Nesse cenário, é imprescindível que o produtor consiga investir em tecnologia para não depender exclusivamente das condições climáticas, já existem no mercado, produtos que aumentam a tolerância das plantas, soluções que promovem melhor desenvolvimento para sementes e fertilizantes que garantem maior produtividade.

 

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